EDIFÍCIO DE APOIO AO VISITANTE, AZAMBUJA, 2016-2018
Para a reabilitação do Edifício Horta da Maia, propôs-se uma estratégia de reorganização funcional e implementação de obra, tendo em conta o objetivo claro de revitalizar a vila e reabilitar o seu edificado.
Considerou-se fundamental ‘abrir’ o espaço exterior do edifício ao jardim Publico criando assim uma proximidade maior a todos os utentes. O espaço passaria a ser usufruído de uma forma ampla e descontraída, promovendo o lazer e o bem-estar, mantendo, no entanto, o carácter do edifício como espaço de recato.
A intervenção pressupõe uma cuidadosa adaptação a uma nova função de Posto de Apoio ao Visitante. A sua adaptação pressupõe uma reorganização dos percursos, quer horizontais quer vertical entre os pisos. Apresenta-se também necessário, o redimensionamento de instalações sanitárias e todas as outras áreas de apoio e a introdução de meios de acesso mecânicos para pessoas com mobilidade reduzida. Foi ainda prevista uma rampa de acesso ao edifício, desenvolvida no espaço exterior, de forma subtil e integrada.
Após a análise do edifício e de todas as patologias previu-se a substituição de toda a caixilharia, realçando a forma original dos vãos, o tratamento de todas as fissuras existentes, de todas as paredes e tetos, e em simultâneo uma eficaz ventilação de todos os espaços, uma vez que essa é a principal causa de muitas patologias. Todas as redes foram refeitas, em função das novas finalidades dos espaços.
Os interiores foram simplificados através da utilização de pintura branca nos elementos de madeira e também os pavimentos foram revestidos com um revestimento único e uniforme, à exceção da zona de entrada e escadas onde se mantém o lajeado de pedra. Em elementos existentes como a cobertura, previram-se trabalhos de conservação e substituição pontual de peças e realização de melhorias, sempre que houvesse patologias patentes. O tanque existente no exterior também foi reabilitado no âmbito do projeto de arquitetura paisagista, prevendo-se o reaproveitamento da água para rega. No exterior outras construções anexas menos qualificadas foram demolidas para destacar o edifício e permitir a implantação dos novos acessos à entrada.
Para interligação do espaço exterior do edifício com o Jardim Público previu-se a compatibilização das cotas entre terrenos a nascente, através de alguns elementos construídos, unindo num espaço apenas todo o espaço exterior/publico.
Arquitetura: Maria João Patronilho | Joana Ribeiro Martins
Engenharia: Sopsec, Caon
Fotografia: Atelier66 | Maria João Patronilho
Visualizações Digitais: Atelier66 | Mariana Morais
Desenhos para Publicação: Atelier66 | Mariana Morais





















