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CICLOVIA DA MARGINAL DE VILA NOVA DE GAIA, 2004-2005

Projeto da Via Marítima do Cabedelo – Ciclovia, inserida no Plano de Pormenor de São Paio/Canidelo, desenvolvido no âmbito do Programa Polis para a cidade de Vila Nova de Gaia.

 

A zona de intervenção tem a extensão total de aproximadamente 1.130 metros, desenvolve-se ao longo da marginal de rio e mar, desde a praia de Lavadores até ao Parque de São Paio. Com o objetivo de tornar a marginal num percurso agradável pedonal e de bicicleta o projeto privilegiou a requalificação do espaço público, com tratamento cuidado da extensa frente de mar e ribeirinha.

 

Foi implantada uma via para bicicletas “ciclovia”, implantada junto ao limite com a falésia. Partindo da praia de Lavadores, consoante a zona, manteve-se ou não a circulação automóvel em paralelo, com um ou dois sentidos. A via ciclável é composta por betuminoso com revestimento pintado com tinta betuminosa à cor vermelho, sendo o seu remate com o existente (via automóvel do lado de terra) feito com guia em betão pré moldado. Pretendeu-se que o percurso fosse o mais adossado possível ao traçado existente de forma a serem minimizados os movimentos de terra.

 

O remate do percurso com a frente de mar é feito através de um banco em betão pré moldado, assente em lintel de betão armado, a cota superior do banco é constante, em relação ao pavimento contíguo e, é de 0,40m. Em algumas zonas, a mesma peça em betão pré moldado está à cota do pavimento e existem bancos, também executados nas mesmas peças, mas assentes noutras peças de betão pré moldado de menor dimensão. Estes bancos foram complementados com equipamentos de mobiliário urbano de acordo com as necessidades nomeadamente papeleiras, bebedouros e apoios para bicicletas.

 

Junto ao edifício “GNR-GF” surge uma praça que marca um lugar de pausa e articulação com um percurso de carácter pedonal com um diferente material no pavimento em cubo de granito. Mantém-se a relação diferencial de 30 centímetros, entre o percurso pedonal e a cota existente onde se localiza agora a zona ciclável.

 

Foi de extrema importância a iluminação artificial e o papel que ela desempenha enquanto infra-estrutura, garantindo as condições básicas de funcionamento e fruição da vida urbana noturna. O sistema de iluminação urbana e ambiental foi pensado, não como uma série de instalações individuais afetas a determinada rua ou zona, mas sim como um conjunto articulado.

Arquitetura: Maria João Patronilho 

                    Nuno Torres | Daniela Maria Santos

Engenharia: Época Engenharia | Eng. António Martins (coord.)

Fotografia: Atelier66 | Hugo Casanova (2022), Maria João Patronilho (2005)

Desenhos para Publicação: Atelier66 | Mariana Morais

© 2025 ATELIER66 

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